segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sozinho escrevo.

Assim como o amor, a solidao ultrapassa barreiras. Nao sou mais uma pessoa que se sente solitário e passa a fazer desabafos esdrúxulos e jocosos sobre a vida, muito pelo contrário. No meu caso, a solidao é uma opcao de vida - nao por ser autista e querer infiltrar-me em um mundo paralelo distante das pessoas que amo, mas por uma necessidade profissional - e, por isso, quando estamos diante de uma situacao semelhante, temos que encará-la (a solidao/situacao) de uma maneira discreta, sem demasiados questionamentos que, por muitas das vezes, sao iguais (ou tem a mesma origem, claro) e acabam tornando-se repetitivos.
É como se fosse uma piada, que contada várias vezes, acaba enjoando a quem ouve. E como bem sabemos, a matéria-prima para uma boa piada é o exagero, que corriqueiramente é jogado nos questionamentos que fazemos a nós mesmos no que diz respeito a solidao.
Existem os mais dramáticos: "Ah, nunca me senti tao triste de solidao!", ou o mais ameno: "Tudo vai dar certo. Isso é temporário.".
Entre esses dois exemplos há o mesmo sentimento, embora estejam expressados de maneira muito diferente.
É o simples lapso temporal do momento, que acabam por potencializar a imaginacao da mente.
Quem imagina e quer a presenca do final, finge que a dor nao sente.
Fica aparentando ser normal, enquanto que a saudade é tao forte, que nem o corpo sente.
Tudo bem, versos sobre a desgraca da solidao sao um exagero.
E como eu já disse, o exagero é a matéria prima das piadas. 
Só que essa nao tem graca.