terça-feira, 24 de agosto de 2010

Meio eu.

Sempre fui meio alguma coisa. Sempre meio, e esse meio sempre nunca. Meio doido. Meio tranquilo. Meio palhaco, meio sem graca. Falo meio alto, mas sou meio calado. Meio de um lado, meio do outro. Meio conservador, meio revoltado. Meio sexy, meio nerd. Meio corajoso, meio covarde. Meio claro, meio escuro. Meio quente, meio frio. Meio humano, meio animal. Meio homem, meio Deus. As vezes meio vazio, muitas as vezes cheio. No meio de tudo, no meio de nada, meia boca, meio quilo, 666, meia oito, meia oitenta, pé sem meia, meia no pé, meia noite, meio dia.Nao meio certo, sempre meio errado.


Sempre procurei meios para chegar no meio de algum lugar. Encontrei meios de vários tipos. Meio estranho. Meio bizarro. Assim, nesse meio em meio, nunca encontrei o meio que procurava. Talvez porque já havia achado o meio, ou ele viria me encontrar. E agora no meio do fim, meio que pra meio, medo com meio, meio pra meio...
O que importa é o que está bem no nosso meio. Bem lá no meio. No meio do cruzar, no meio do nosso olhar. É nesse meio se encontra meio eu e meio voce. E agora eu sei que o meio nao deve se procurar, porque ele sempre conseguirá um meio de te achar. O melhor é sempre voltar meio do comeco, e sempre meio que me lembrar que nunca serei meio nada nem meio ninguém. Sempre meio tudo e amanha um outro alguém. Nunca serei nada sem teu meio. Nunca serei nada, nem mesmo eu, a nao ser meio eu, meio teu, meu meio. Minha metade.